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28/11/2013 - Ministério da Saúde estabelece novo acordo com a indústria para reduzir o teor de sódio em alimentos
 

O Ministério da Saúde estabeleceu, em conjunto com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), um novo acordo para a redução do teor de sódio em alimentos industrializados. Este novo termo de compromisso tem como objetivo a diminuição do sódio em laticínios, embutidos e refeições prontas, que deverá ser reduzido em até 68% nos próximos quatro anos.

O primeiro acordo, instituído em 2011, buscou a redução do sódio em produtos como bisnaguinhas, massas instantâneas, bolos prontos, biscoitos e caldos. Com este novo acordo aumenta para 16 o número de categorias de alimentos atingidas, que somadas representam 90% dos alimentos industrializados que deverão ter o teor de sódio reduzido. Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, a intenção com este acordo é estimular e apostar na capacidade de inovação da indústria.

De acordo com a última Pesquisa do Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a média do consumo de sódio pelos brasileiros é de 12 gramas por dia, considerando o sal de mesa e o sódio obtido dos alimentos industrializados. Este consumo é mais que o dobro do que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que são de apenas 5 gramas de sódio por dia.

Esse consumo excessivo de sódio está associado com o surgimento de diversas doenças crônicas, principalmente a hipertensão arterial que atinge 24,3% dos brasileiros atualmente.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, se os brasileiros passassem a consumir as quantidades recomendadas haveria um forte impacto na qualidade de vida e na redução das mortes atribuídas à hipertensão e às suas complicações.

O Ministério da Saúde estima que a redução no consumo de sódio possa acarretar em 15% menos mortes por acidente vascular cerebral (AVC) e 10% menos mortes por infarto. Além disso, seria possível reduzir em 1,5 milhão o número de pessoas que necessitam de medicação para controlar a hipertensão arterial, além de acrescentar mais quatro anos na expectativa de vida dos hipertensos.

Para dar continuidade as melhorias nos produtos industrializados e promover a diminuição do risco de desenvolvimentos de doenças crônicas, os próximos passos, de acordo com o Ministério da Saúde são definir a redução de açúcar e de gorduras totais e saturadas.

Fonte: Nutritotal (http://www.nutritotal.com.br/notas_noticias/index.php?acao=bu&id=626)
Imagem: corbis.com





 

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