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09/05/2013 - Ministério divulga excessos e abusos das propagandas de alimentos
 

Excesso de gordura, sal e açúcar; esse é o resultado da pesquisa apresentada pelo Ministério da Saúde sobre as propagandas de alimentos televisivas. Foram avaliadas 4.108 horas de transmissão. Quem tem filhos vai ficar surpreso com os índices revelados. As propagandas mais frequentes são: fast-food (18%), guloseimas e sorvetes (17,%), refrigerantes e sucos artificiais (14%), salgadinhos de pacote (13,%) e biscoitos doces e bolos (10%). Somados, alcançam 72% do total de anúncios. O público-alvo, claro, seriam as crianças.

“A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem grupos de trabalho para esse tema. Eles estudam uma regulamentação bastante rigorosa de modo a evitar a exposição da criança a esse tipo de oferta. É importante, diria que é urgente essa regulamentação, e precisa atender mais os interesses da família e menos o da indústria”, diz Fábio Ancona Lopez, pediatra, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, professor da Unifesp, especialista em nutrição.

Os anúncios passam com maior frequência das 14h30 às 18h30, horários que as crianças estariam em casa. “O público infantil é o mais vulnerável aos apelos promocionais, não só porque define hoje a compra da família, mas também porque é o consumidor do futuro. A propaganda influencia as escolhas alimentares, e por isso mesmo, é preciso estar atento a elas quando se define planos e estratégias de promoção da alimentação saudável”, disse a coordenadora-geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Ana Beatriz Vasconcellos, em entrevista à Agência Nacional de Saúde.

No encontro, foi discutida a proposta de Consulta Pública nº 71 da Anvisa, que dispõe sobre a oferta, propaganda e publicidade de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, gordura saturada, gordura trans e sódio.

Todas essas ações do Ministério visam a Resolução da Assembleia Mundial de Saúde aprovada em 2007, chamada de “Prevenção e Controle de Doenças Crônicas Não Transmissíveis: implementação da Estratégia Global”. Ela propõe que países coloquem em ação mecanismos para o marketing responsável de alimentos e bebidas para as crianças.

Nos países escandinavos, a propaganda direta à criança é proibida. Eles entendem que esse tipo de publicidade deve ser tão regulamentada quanto a do cigarro e a de bebidas alcoólicas. O consumo deve ser feito sob orientação, e não por impulso. Enquanto não entra em vigor no Brasil uma regulamentação sobre os anúncios, os pais precisam ficar mais atentos ao consumo dentro e fora de casa. “É importante que os pais busquem orientação nutricional com o pediatra. Eles precisam entender que o fast-food, por exemplo, tem excesso de gordura, calorias e sal, e por isso não pode ser consumido sem limite, entender os rótulos dos produtos e etc. É uma questão de educação que os pais devem buscar e transferir para o filho”, diz Lopez.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI6746-15546,00-MINISTERIO+DIVULGA+EXCESSOS+E+ABUSOS+DAS+PROPAGANDAS+DE+ALIMENTOS.html
Imagem: corbis.com





 

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